E o vento levou…

O destino agora era Salzburg, Áustria, terra natal de W. Mozart. Um casal de Natal nos acompanhava nessa viagem.


Lembrando que na época não havia GPS, Waze, Google maps…tudo era planejado a partir de um mapa físico, geralmente bem grande, que causava muita dificuldade para abrir quando ventava. Estava me dirigindo para uma ponte quando o Tuta (nome fictício) me alertou:


– Beraldo. Não vá. Essa ponte é “virtual” – ela não existe em meu mapa. Era assim que tínhamos que nos virar, com mapas desatualizados.


Outro inconveniente é que não havia uma moeda única na época. Assim, tínhamos que sempre buscar um “Change” na rua, para sacar um determinado valor em moeda local.


O Tuta era meio obcecado e toda hora queria fazer um “change”. Pois bem, numa dessas tentativas, ao sacar o dinheiro, ocorreu uma ventania e grande parte do seu precioso dinheiro saiu voando pela rua.
Várias pessoas coletaram as células dispersas pela rua e gentilmente as entregaram ao assustado Tuta.


Fiquei pensando…e se fosse no Brasil? Talvez tivesse gente que estaria até hoje com o pé sobre as cédulas…