Família Bechelli

Bruno Bechelli

Açougue da Família Bechelli

 Bruno Bechelli, filho de Paulo e Rosa Piagentini Bechelli, veio para o Brasil, sozinho, em 1931, deixando os irmãos Mansueto, Ema (já falecidos), Pierino e Angelina, na longínqua Itália. Posteriormente vieram a seu encontro Joane, Giuseppe, Dino (já falecidos) e Gino, que reside na Vila Helena, em Santo André. Vindo como imigrante aos 16 anos, Bruno foi para a Colômbia de Curucutu, Riacho Grande, trabalhando duro como carvoeiro. Em 1935, em sociedade com Primo Bechelli, abriu um pequeno açougue na AV. D. Pedro II, em frente ao atual Parque Duque de Caxias, passando em seguida para a Rua Espanha n° 260, no Parque das Nações, onde tinha grande freguesia, permanecendo ali por 40 anos. Casado com D. Maria Ciccone em 3 de setembro de 1938, tiveram três filhas: Rosa, Alda e Diná. “Brunão Dalle Borelli”, como era carinhosamente conhecido, pois chegou a pesar 140 kg, era inteligente, ágil e amigo de todos, devido ao seu espírito amigo, alegre e piadas espirituosas. Seu apetite era insaciável. Gostava de “polenta com biroldo”(chouriço) e não dispensava os seus de dois a três litros diários de vinho fabricados por ele mesmo. Era peculiar tomar seus aperitivos comendo azeitona com caroço, sardinha com espinha e tudo, e casca de queijo parmesão, e nada lhe fazia mal. Bruno Bechelli, em frente ao seu açougue, onde permaneceu durante 40 anos Durante anos folgava às quintas-feiras para se reunir com amigos sob o comando do Padre Florente Elena na Chácara dos Padres (Bairro dos Fincos), onde cozinhava a polenta, o “polastro” e o “codiguim” com molhos tipicamente italianos. Jogavam o “tre-sete” (tipo de jogo de baralho italiano), bebiam muito vinho e cantavam o “Massolim Di Fiore”.

Bruno Bechelli

Bruno Bechelli

Muito emotivo, chorava ao ver os amigos, desde crianças até os de idade mais avançada na festa de São Bartolomeu, tendo sido um dos fundadores da capela do mesmo nome, situada no Parque Estoril (São Bernardo do Campo). Todos queriam vê-lo e beijá-lo, considerando-o verdadeiro “Chefão da Família“. “Brunão” faleceu em 3 de agosto de 1989, sendo que as filhas Alda e Dima estavam em visita a sua terra natal, sua última vontade. Ele deixou muitas saudades e só boas lembranças das tardes em que ficava sentado em seus “banquinho”.

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